Sou da dúvida a pergunta, não a resposta... e isso por si só me basta! Não sou um ponto de ?interrogação? Mas, uma pausa no tempo... onde as reticências recitam poesia...

"Sou gaúcha é isso é certo, traga a chama da emoção o amor por esta terra... honrando sua tradição!"


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Assassinato morte por bala perdida. Vida ceifada.. no silêncio da calçada!












Vida ceifada

Que pena da dona Chica!...
Seu filho estendido no chão, morto, ali estirado
Uma bala perdida encontrou seu coração,
Todos lamentam a dor, mas não sabem o desespero
Dos olhos daquela mãe, que seu filho criou com zelo.

Calada calçada lamenta...
Mais essa mancha... que ali ficou gravada,
O sangue que se espalha e escorre pelo chão,
A bala que matou João, ninguém sabe, ninguém viu!
E se perguntam assustados: – De onde ela saiu?...

Do cano, de uma arma, que o desespero não viu,
Da vida que foi ceifada... no silêncio da calçada!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Areias da salvação.
























Areis da salvação

Senti o peso do mundo - e como era pesado -
O mundo que eu construí, na presença do passado.

Senti as pedras nas costas, senti o fogo nos pés
Então obtive a resposta, naquilo que era a fé.

Nem tudo que eu carregava, de fato era pesado,
E nem era o fogo que me queimaram os sapatos.

Senti o peso aliviar e o fogo diminuir
Assim que a minha ira consegui reprimir.

Dei mais atenção às costas e menos valor ao peso
E percebi que o fogo, não queimará meus dedos,
Apenas me mostrará a andar e pisar direito.

A fé foi restaurada, refeita em sua glória,
E mudou, pra sempre, toda a minha história.

Agora sou mais atenta, meus pés tocam o chão...
Tenho nas mãos controlado...o fogo da imensidão,
Meus pés pisam com força - nas areias da salvação -.



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Há tempos eu não chorava




Há tempos eu não chorava

Estás a ver se disfarças?!...
Esta lágrima no teu olho
Há tempos eu não chorava!...
Isso sim era desgosto.

Eu...eu queria...um beijo,
Não ousava ir buscar
De tanto querer, e como queria...
A boca que eu perdia!

Vê lá…Pensa bem no que vais fazer!

Se desejares sem querer,
Se quiseres sem desejar,
A quem possa dizer
Que nunca haverás de chorar.

Há tempos eu não chorava...
Isso sim era desgosto!
Se quiser disfarçar, disfarça
E da boca...não saiba o gosto.

Quanto a mim…às vezes penso
Asseguro-lhe que é verdade!
Mais vale levar um tapa
Com a boca adocicada,
Que ficar parado na vida,
Dando adeus da estrada.

Há tempos eu não chorava!...
- isso sim era desgosto -.