Sou da dúvida a pergunta, não a resposta... e isso por si só me basta! Não sou um ponto de ?interrogação? Mas, uma pausa no tempo... onde as reticências recitam poesia...

"Sou gaúcha é isso é certo, traga a chama da emoção o amor por esta terra... honrando sua tradição!"


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

[...] O amor não calcula lucros soma vidas, não classifica cores miscigena raças.

                         
O amor e a paixão.

A paixão acontece em uma fração de segundo, é química pura, um estado de combustão que por si só se consome... com a paixão vem o ciúme a luxuria tudo  que está sob o julgo da visão e é mutável ao tempo, a paixão é uma condição de burrice e aflição, um ter que não pode ser contrariado, um querer possessivo, um fogo destrutivo que queima até virar fumaça, arde os olhos, atrapalha a respiração... e se dissipa no ar. O fim da paixão a decepção ao descobrir que não era amor, é um processo dolorido onde é comum culpar o outro, é a influencia do egoísmo que feito hormônio é potencializado na paixão.
O amor não acontece, ele nasce feito semente que rompe a terra, uma vez semente se faz sentimento vivo e cresce a cada dia, ao contrario do que alguns acreditam não é possível matar o amor, por mais que possamos podar os galhos, aparar as folhas, até mesmo devastar a sua superfície, porém as raízes, elas permanecem sob a terra, no interior protegidas, aquele que é fecundado pelo amor para o bem ou para o mal nunca mais será o mesmo, mas acredite não sou eu quem diz é a vida, o amor sempre vale a pena, e se acabou não era amor era paixão, se acabou só de um lado, não lamente pois é melhor trazer no peito um coração com raízes de um amor a um coração que se quer sabe o que é amar.  

Sim o amor ele é sego justamente por isso nasce no interior,  onde o toque a audição e o paladar comandam as emoções, não é possível julgar o que não se vê, daí a dificuldade de entender o amor , sentimento capaz de unir almas pela eternidade, sendo sego não conhece o preconceito não distingue idade, riqueza, pobreza, sexo... O amor não calcula lucros soma vidas, não classifica cores miscigena raças, ele nasce sem avisar, cresce sem pedir permissão e vive alheio ao tempo, não! não é rebeldia e sabedoria, o amor ao contrario da paixão não é um estado de burrice onde a razão é subjugada pela emoção e a emoção é ditada pelo egoísmo, não o amor é parte racional se não fosse não seria inteligente, e assim sendo onde estaria a nobreza de um sentimento sem sabedoria, sim o amor é racional a prova é que  ele ama o permanente sabe que só assim não perecerá com o tempo, O amor ama além dás mãos o toque, além do corpo a alma, além da cor do cabelo o modo de pentear, além do sexo as mãos entrelaçadas, além das qualidades os defeitos, além do estar o ser, além do amar hoje o... amar amanhã. O amor nasce da beleza do olhar capaz de descortinar a alma, no calor de um sorriso que penetrar a pele e iluminar o coração, num simples modo de falar, de tocar... amar é a capacidade de se doar sem restrição e isso faz do amor o sentimento mais nobre e desejado dentre todos...   ao amor reservasse a eternidade e aos homens a busca eterna, fascinados pelo amar!

"O amor ama além dás mãos o toque, além do corpo a alma, além do amar hoje o amar amanhã."




Pensamentos soltos...


... Sou ponte em construção, estrada inacabada,
Inicio e fim na mesma estrada... os sonhos são as pausas,
as reticências no cansaço, a energia pra tudo que faço!


Tudo de novo, outra vez!...



















Lembra quando na janela te beijei?...
O vento era tão suave, afagava os cabelos,
Feito brisa primaveril que espalha o perfume...
E provoca arrepio...

Lembra?...
O sabor do gloss de hortelã
misturado ao hálito teu e meu
... quem de nós esqueceu
Do calor, do arrepio do toque.

Ondas de emoção projetadas no infinito
Até hoje ecoam feito ecos de um grito,
A simples lembrança do teu olhar
É capaz de recriar com total nitidez...

Tudo de novo, outra vez!...



Soleira da porta...





Na soleira da porta como quem espera a porta abrir
Algumas folhas secas que o vento trouxe até ali...

No varal, roupas feito bandeiras
Agitam-se desnudas dos corpos...

Ao longe palavras flutuam sobre as árvores
... Sussurros libertos do pensamento.

Feito prisioneiro que escapa da prisão
Em silencio a emoção repousa no chão...