Sou da dúvida a pergunta, não a resposta... e isso por si só me basta! Não sou um ponto de ?interrogação? Mas, uma pausa no tempo... onde as reticências recitam poesia...

"Sou gaúcha é isso é certo, traga a chama da emoção o amor por esta terra... honrando sua tradição!"


POESIAS DO RIO GRANDE DO SUL

  Semana Farroupilha
De 07 a 20 de setembro.
Nossa história nosso orgulho!

Para visualizar a postagem original com imagem, click no titulo da poesia respectiva, boa leitura!





Orgulho gaúcho
No sul quando nasce o dia
Nasce também à magia,
Esta estranha alegria,
Que se tem ao respirar.


Cevo um mate amargo
Do lado do meu amado,
Em silêncio uma oração
Agradece meu coração.


Agradeço minha terra
Meu pampa sul-rio-grandense,
O Patrão velho lá no céu
Por certo está contente.


Por ver tanto orgulho
Pela sua criação,
Que traz cada gaúcho
Dentro do seu coração.


Sou gaúcha, e isso é certo!
Trago a chama da emoção,
O amor por esta terra
Honrando sua tradição.


Reconheço a beleza
Da nossa amada querência,
Ressaltando  na consciência
A minha essência gaúcha.


Fiel as suas tradições
E disso, não abro mão!
Churrasco campeiro...
Fogo de chão...


E um gostoso chimarrão
Nos braços do meu peão.



Aventuras no travesseiro

Tive um sonho meio guapo
Sonhei que era maragato,
De lança e espada na mão,
Lenço amarrado ao pescoço
Pelejando que dava gosto,

Meu cavalo ventania
Pingo malhado
Bem postado
Era minha companhia.

Zumbia lanças ao vento,
Retinia o aço da espada,
Daqueles bravos gaúchos
Que lutavam a meu lado,

Anita de Garibaldi
Passou por mim galopando,
Lado a lado com Garibaldi
Pelejando, pelejando.

Lanceiros negros
Lanças na mão
Com o bravo Teixeira Nunes
Lutando por este chão.

Índios guaranis
E seus cavalos
Tinham pra todo o lado,
Flechas cortando o minuano gelado.

Chimangos e maragatos
Escravos e guaranis,
Sepé Tiaraju herói missioneiro,
Todos os bravos guerreiros.

Juntos lado a lado
Lutando por este pago,
Defendendo nosso estado
Este rincão amado.

A história passou por mim
Como um livro desfolhado,
Cruzando época, tempo, espaço...
Fazendo um estardalhaço.

Dormi lado a lado com o passado
Lutando, pelejando,
Neste mundo encantado
Que trago em mim guardado,
Onde todos os nobres guerreiros
Encontrarão-me no entrevero
Em novas aventuraras no meu travesseiro.



Tapera coração

Sopra vento minuano
Invade minha tapera
Areja meu coração
Traga-me!
Novos ares de emoção...
Numa destas rajadas
Arrombe as porteiras,
Esta cerca de madeira
Coberta por trepadeiras
De saudade e solidão,
Tire de mim estas teias
Este mofo bolorento
Que há tempos
Apossou-se do meu peito,
Traga consigo vento amigo
O sopro de uma paixão
Germine esta terra
Reviva meu coração,
Sopre vento sem piedade
Arranque a alma deste corpo
Arranque assim de soco
Com a força da tempestade,
Pode ser que no susto
O coração volte a bater
E me devolva em fim
A alegria de viver.





No Brasil
Norte sul ou litoral,
Neste Rio Grande amado
A poesia pra todo o lado.

Quando o Rio Grande amanhece
Nasce também a poesia,
Nos pampas do meu Rio Grande
Tem quem recite um gigante.

Poesia é o som do vento
Este bárbaro lamento
Que não para de soprar
Se espalhando pelo tempo.

Sopra de sul a norte
Minuano... temporal
Forte, fraco, normal,
É sempre vento no final.

Assim é a poesia
Faça chora ou sorrir,
No murmúrio do sorriso...
No suspiro do lamento...

Há sempre uma poesia
Sussurrada com o vento!

Poesia no coração
É como vento em campo aberto,
Espalha se esparrama
Deita e rola na grama.
Sopra vento de saudade
Sopra vento de emoção
Recita a poesia
Que trago no coração.

Sopram ventos de saudades
Sopram ventos de emoção!    






Nos pagos do meu Rio Grande
Na terra onde nasci,
Trago comigo alegria
Dos meus tempos de guria.

Cevo um mate bem quente
Monto meu pingo malhado,
E galopo pelos pampas
Do meu rincão amado.

Nesta terra de gigantes
Orgulho e coisa constante,
Orgulho da nossa historia
Orgulho! De sua gloria!

Terra de bravos guerreiros
De heroicos brasileiros,
Terra de povo Bueno
Amigo e hospitaleiro.

És sem duvida um gigante
Meu amado, querido Rio Grande!

De alma e coração
Ressaltamos tua história
Respeitamos nosso chão
Honrando nossa tradição.

Nas noites frias do inverno,
Arde o fogo, ceva um mate,
Prosa boa, água chiando...
Vai o minuano galopando.




Inverno gaúcho


Gaúcho maneia o tempo
E para um pouquinho lá fora,
Arfa no peito este frio macanudo,
Que faz parte da nossa historia,


Sente a pele queimar as melenas balançar...
Afrouxa um pouco a fivela e deixa o minuano te invadir
Arfa com gosto, sente a goela congelar...
Relembre no frio a herança que aprendemos dês de guri


O valor da união, do calor amigo,
Da roda do chimarrão...
Da Brasa acesa, da labareda ardente...
Do calor humano em nós sempre presente.


Retorna aos braços da tua prenda
Aconchega-te nos braços do teu peão
Com a certeza que o frio é mais uma
... das bênçãos deste chão.


Gaúcho nasceu para ser livre

Quem nasce sob as bênçãos deste chão
Trás no sangue a marca gaúcha de quem sabe pelear,
Ostenta com orgulho seu Rio Grande, sua herança...
Que trás estampado no peito todo o gaúcho desde criança.

Em cada “eu sou gaúcho” ecoa em liberdade
Mais que a voz é um grito corajoso e retumbante
De um povo heroico, aguerrido e bravo...
Gaúcho nasceu para ser livre, não há quem o faça escravo!



Guri gaúcho

No Rio Grande do Sul
Como quem aninhasse no calor dos pelegos
Como quem veste um pala, sorve um mate...
O sol, guri gaúcho de fogo nas ventas,
Pastoreia as coxilhas e vai derretendo a geada,
Na grama, gaudério gelo ainda adormecido...
Vai escorrendo em orvalho feito suor na testa do caudilho.




Mulher gaucha, prenda faceira
De rara e grande beleza
É prenda prendada, moça educada
Orgulhosa de sua terra mantém viva a tradição
E ensina a seus filhos o amor por este chão,

Tu que és filha desta terra
Sabe do teu valor,
Trás a luz do mais belo luar
Estampado no teu olhar.

Em verso prosa e canção,
Já exaltei o teu sorriso...
Desvendei o teu feitiço
E perdi meu coração,

Teu olhar caborteiro é um laço certeiro
Que prende e me desarma
Beleza maior não se viu
Por todo o meu Brasil

É tu formosa morena 
Mulher gaúcha, mulher prendada
Tua beleza e ressaltada
E tua coragem invejada.

A força da terra do pampa fertiliza o ventre teu
Que semeia e prolifera a alma do meu rio grande
Mulher que sabe onde nasceu
Nesta terra abençoada, não se nasce pra nada!


Altiva por natureza, guerreira por devoção
Corajosa com certeza, não fugiu da peleja
De garrucha no ombro e espada na mão
Já lutou, defendendo este chão

A Linda mulher gaúcha
Das pedras é o diamante
Da espada é o aço
Da água o ribeirão
Da terra é a semente
Que germina este chão!

Bendita mulher gaúcha beleza da minha terra
Quero te ver sempre bela nos bailes do meu rincão
Alegrando nossa terra, honrando a tradição

Nos cabelos uma flor...branca, amarela ou vermelha
O vestido bem rodado levanta poeira do chão
E trás mais alegria aos fandangos de galpão.


O amor de sentinela.


Minuano aguerrido não te faz de distraído
Com certeza tu sabes da enorme saudade
Que sibila na tua canção, pois traz na tua garupa
... mais que frio, traz solidão...


Hoje, me encontras em tapera,
Sem janela, porta ou cancela...
Onde o amor de sentinela
Mantém acesa uma vela...


Na mente um pensamento no coração uma oração
Na realidade uma intenção... Que na ausência da companhia
O amor se torne vigia para meus passos guiar
E na estrada da minha vida eu consiga o orgulhar


E no céu, feito posteiro que guarda a coxilha
La do alto, no pampa do criador...
Meu pai aponta pra mim é diz a Deus
Lá vai minha filha, sim senhor!...



Frio de agosto


Minuano aguerrido o frio que trazes contigo
Hoje se faz mais gelado que o normal da estação...
Montado na tua garupa vem a galopando a solidão,
A saudade lampeja os olhos feito raio que toca o chão
E deixa ainda mais dolorido o agosto no meu coração...


Aqui, ainda me encontro, meio sem porto e sem lar
Feito um potro sem vigília que se perde ao galopar...
Campeio meus pensamentos em busca do seu olhar
Arfo no peito uma saudade, um suspiro ao respirar,
De alguém que já partiu e não há mais de voltar.


Nos meados de agosto a saudade me pega de soco
Sopras em mim um frio de tapera, difícil de abrandar
Sou filha sem vigia, sem ponteiro pra guiar...
Na ausência da companhia, feito um coiote desgarradoUiva ou longe as lembranças que resgatam o passado.




Obra do criador

Nos pampas do Rio Grande, na terra onde eu nasci
Sopra o vento minuano arteiro igual guri...
Faz reboliço onde passa e de fato nem disfarça
Que gosta mesmo é daqui...
Há quem olhe e se encante com o bailado das folhas
Que meio a contento são cabresteadas pelo vento...
Oh! Minuano aguerrido quando me pego distraído
Viajo na tua garupa a onde a vista alcançar...
Sei que é aqui na minha querência amada
Que um dia vou repousar...

Na fronteira, missões ou serra...no pampa ou na capital
Não há sequer um vivente que não gabe contente
O orgulho da nossa gente da campanha ao litoral,
Gaúcho não é orelhano, sabem bem onde nasceu
Por mais que campeie o mundo a fora,
Há apenas um lugar que o gaúcho chama de seu,
Onde o vento de rédia solta a reveria do tempo
Pastoreia os campos, afeita as arvores...
Feito cantiga sibilada no compasso do criador

Há quem olhe e pense... Deus é gaúcho, sim senhor!



Rio Grande do Sul


Aqui no Sul do Brasil
Onde o campo é mais verde
E o céu é mais anil.


Aqui coxilha, campo ou pago
Cidade, campanha ou rincão
A beleza pra todo o lado
Ressaltando este chão.


Aqui o vento é minuano
O tempo é campesino
Que aprende amar
Todo o gaúcho desde menino.


...aqui tempo e vento
Recitam a historia
Campeando campo afora!



... O que? Eu sou gaúcha! AMO O MEU RS!!!!




"Sou gaúcha é isso é certo, traga a chama da emoção o amor por está terra...honrando sua tradição!"