Sou da dúvida a pergunta, não a resposta... e isso por si só me basta! Não sou um ponto de ?interrogação? Mas, uma pausa no tempo... onde as reticências recitam poesia...

"Sou gaúcha é isso é certo, traga a chama da emoção o amor por esta terra... honrando sua tradição!"


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Arma na contra mão.





















Arma na contra mão

A cada corpo que cai a cada vida perdida
Várias são condenadas a vagar pelas calçadas,
Vozes mudas, gritos que ninguém ouve,
Desespero, indignação... suplicas por punição!
Manchete do jornal: “Mais um filho que morreu”,
Neto, marido, pai, irmão...
Não passa de outro corpo que jaz estendido no chão,
Foi morte acidental, não queria causar mal,
Roleta russa, arma na mão de criança!
Onde fica a esperança?...
Tiroteio, perseguição policial,
Bala perdida virou coisa banal!
A página é virada, outras manchetes virão,
O sangue derramado é derramado em vão,
E mais um assassino fica sem punição!...
As armas, não destruídas, apenas trocam de mão
E na próxima manchete no jornal anunciada
Outro corpo, outro assassino,
Mas, a arma, que o alvejou é a mesma que ainda ontem
[...] Outra pessoa matou!