Sou da dúvida a pergunta, não a resposta... e isso por si só me basta! Não sou um ponto de ?interrogação? Mas, uma pausa no tempo... onde as reticências recitam poesia...

"Sou gaúcha é isso é certo, traga a chama da emoção o amor por esta terra... honrando sua tradição!"


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Página em branco












A poesia envergonhada de ninguém a visitar
Decidiu ir embora e o livro abandonar,

Na estante apenas o livro
com suas páginas em branco
Escutava o lamento
De quem o olhava com espanto.

- Cadê a poesia sumiu,
... estava aqui e ninguém viu?
- Estampada no papel, na estante aprisionada
... e agora nada!

Na estante, apenas o livro,
- pálidas páginas em branco -
Esboçava com tristeza todo o seu desencanto.

O livro indignado por agora ser visitado
- Por que o espanto?... queria o livro falar;
Mas, suas brancas páginas, o fizeram se calar.

Sentindo-se mudo... sem mais ter o que dizer
Rogou a poesia que lhe viesse rever.

A poesia emocionada com a sua devoção,
Sussurrou na orelha do livro
... um suspiro em retribuição.

E na ultima página do livro,
Do fiel guardião da magia,
Jaz ali gravado o adeus da sentida poesia:

“Por que o espanto? Se não leu, não sabe o que perdeu!
 Se leu e esqueceu... então, quem perdeu fui eu!”.

Dito isso, foi embora a magia
... evaporasse a poesia!