Sou da dúvida a pergunta, não a resposta... e isso por si só me basta! Não sou um ponto de ?interrogação? Mas, uma pausa no tempo... onde as reticências recitam poesia...

"Sou gaúcha é isso é certo, traga a chama da emoção o amor por esta terra... honrando sua tradição!"


sábado, 11 de fevereiro de 2017

No vai e vem das águas


No vai e vem das águas

O silencio que antecede o afogamento,
...a falta do ar, o desespero da naufraga ferida,
Novamente em processo de cura, em busca de salvação...
Tem no olhar o horizonte, e em Deus a sua ponte...
Peregrina regressa a praia de vestes surradas...
De retalhos remendados...de desculpas costuradas,
Na face, traz um sorriso meio sem jeito,
Nas mãos, apenas areia do tempo...
No olhar um facho de luz, um Q de esperança
Herança da menina que em poesia se fez manter,
Que escreve na areia, a cada vez que onda apaga...
Que sibila antigas canções com  harmonia e poesia,
No espelho das águas que passam sob a ponte da vida
É possível, ver ali a menina refletida...
Rabiscando na areia, fragmentos de poesia,
...montando quebra cabeça de emoção!
No vai e vem das águas que banham as areias
Há quem consiga escutar a canção sussurrada,
Ali, sob a bruma branca do tempo, sibila meio distraída
A poesia na areia rabiscada...e jaz mais uma vez apagada.



2 comentários:

  1. Intenso, reflexivo, intimista...perfeito.
    Lindo poema, estimada Inoema Jahnke.

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    Respostas
    1. Agradecida por tuas palavras Fernando, é realmente muito bom quando recebemos elogios de algo que fazemos com tanto carrinho, não é verdade? E vindas de alguém talentoso como você é ainda mais gratificante, mas uma vez obrigado um grande abraço!

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